sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O ESTRANHO CASO DO MATERIAL ESCOLAR - parte II

Amassou o bilhete e jogou no lixo do refeitório.
Contou ao Zico o que estava acontecendo.
- Onde está o bilhete? - Perguntou o amigo.
- Joguei no lixo.
- Mas é a nossa única pista. Já verificou o seu material?
- Não tem como pegar nada está tudo nas minhas costas, aqui na minha mochila.
- Muito bom! A minha também está aqui. Quanto a isso podemos ficar tranqüilos. Se eu não tivesse jogado o meu bilhete fora... Mas vamos ao lixo.
- O quê? Eu não vou pegar nada no lixo depois do recreio. – Esbravejou Luca.
- É nossa única chance!
- Você é detetive agora?
- Não, mas podemos mostrar pra diretora.
- Tá bom! Então, você mexe no lixo.
- Eu não! Você mexe. Você sabe onde está.
Luca não gostou nada da idéia, mas entrou no refeitório e esperou que todos saíssem. Júlia, a menina mais linda da escola na opinião dele, foi uma das últimas pessoas a sair. Quando Luca olhou pra ela se sentiu um pouco envergonhado pelo que iria fazer.
 Começou a revirar o lixo. Quando Dona Sandra, da cantina, viu a cena e chamou a atenção dos meninos. Neste exato momento, Júlia ouviu, achou que fosse com ela, voltou e viu Luca perto da lixeira, mas não disse nada, apenas o olhou com espanto e saiu novamente.
- Francamente! Na sua casa não tem o que comer? Sua mãe não vai gostar nada de saber dessa história Luca!- Disse Dona Sandra com as mãos na cintura.
- Não é nada do que a senhora está pensando! - Disse o rapaz gaguejando.
- Se eu não conhecesse você e nem sua família diria que estava sim, a fuçar o lixo como um porco! Já pra sala de aula, antes que eu chame Dona Elidia.
Os garotos saíram correndo para a sala.
- E aí? Conseguiu pegar o bilhete?
- Um pouco sujo de sopa, mas está aqui.
Neste momento passava alguém pelo corredor. Era o professor esquisitão de química. Os alunos tremiam de medo dele pelo jeitão maluco que ele tinha, mas explicava muito bem.
- Guarda isso! Depois da aula vou até sua casa e veremos o que fazer. – Ordenou Zico.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Primeira parte do livro O estranho caso do material escolar

O ESTRANHO CASO DO MATERIAL ESCOLAR
 

Na pacata cidade de Oeste viviam Luca e Zico.
Os dois eram muito amigos e estudaram juntos desde o primeiro ano escolar.
Agora que eles estavam no sexto ano, coisas estranhas estavam acontecendo.
A escola que eles estudavam era a maior da cidade e sempre foi muito bem organizada. Claro; todos os pais estudaram lá. Então eles mesmos cuidavam do patrimônio que era de todos.
No jantar na casa de Luca todos os dias, o pai perguntava:
- Como foi hoje no colégio?
- Tudo bem! - Respondia Luca.
Isso foi assim até meados de maio; pois, quando o pai perguntava, o menino respondia:
- Ainda não descobriram nada. Os materiais continuam sumindo.
- Sumiu alguma coisa sua? Perguntou a mãe.
- Não! Mas do Zico sim e de outro aluno da sala ao lado também.
- O que pegaram do Zico? - Perguntou o pai.
- Uma caneta colorida que tem o nome do pai dele. Quer dizer o nome dele.
- A caneta do Joaquim! - Disse o pai espantado.
- Pobre Joaquim! Temos que fazer alguma coisa! Amanhã mesmo vou à escola saber sobre isso. - Comentou a mãe já limpando os pratos.
- O pior, vocês não sabem! – Exclamou Luca.
- O que foi? - Perguntaram os dois juntos.
- Agora a vítima recebe um bilhete, com aviso de que será roubada.
- Mas é o fim dos tempos! Dona Elidia tem que fazer alguma coisa. - Disse a mãe estupefata.
Todo o dia sumia alguma coisa naquela escola e isso estava começando a preocupar os pais. Com a reunião que a comunidade fez resolveu-se até colocar um guarda na escola,
mas ele ainda não tinha descoberto nada.
No dia seguinte em que a mãe do Luca foi à escola, aconteceu uma coisa mais estranha ainda; ele próprio recebeu um bilhete. Os bilhetes não eram comuns. Eram feitos com jornal, ou seja, as palavras se formavam com letras de jornal. Ao abrir o bilhete Luca ficou branco de susto. V O C Ê  S E R Á  O   P R Ó X I M O!

sábado, 29 de outubro de 2011

Todos os dias um pedacinho desta aventura

Se você gosta de histórias de aventura, logo logo você as terá aqui nesta página. Todos os dias. O que acha?


O ESTRANHO CASO DO MATERIAL ESCOLAR
Luca e Zico tem um mistério para desvendar na tradicional escola de uma cidadezinha chamada Oeste.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Sem título

Hoje é uma segunda-feira de junho, chuvosa.
Dá uma vontade de ficar na cama e não fazer nada, mas resolvi cuidar da vida.
As coisas não acontecem se nos acomodarmos.
Nossos sonhos nem sempre são perfeitos. Quando sonhamos acordados sim, é perfeito. Imaginamos do jeitinho que queremos e tudo é maravilhoso. Só que viver de sonhos não traz resultado nenhum e quando caímos na real, vem a depressão e a tristeza por não termos almejado algo tão sonhado.
Acho que é esse tempinho que trouxe pensamentos tão profundos à minha mente inspiradora.
Preciso "correr atrás", como diz minha irmã Ana Helena.
Correr atrás para tornar os sonhos realidade. Ah! Tudo seria tão fácil se fosse como no livro: Os sonhos de Nízia. Eu estava realmente muito inspirada quando o escrevi.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Um trecho do livro

Um presente valioso
Na sala de estar do professor Dário, seu filho estava a sua espera a mais ou menos uma hora.
O pai desceu de chinelos e roupão. Era o seu traje oficial desde que soube da falência.

A empregada trouxe uma xícara de chá, e o professor sentou na poltrona francesa, cruzou as pernas e ficou a espera de uma solução que o filho pudesse lhe dar. Este começou:

- Pai. Há dias que não durmo, pensando no que fazer para recuperarmos tudo, mas não vejo solução. Daqui a uma semana, tudo irá a leilão. O senhor não tem para onde ir, a não ser para minha casa, onde será muito bem recebido.

- Preciso falar com você. – Disse o pai alheio a tudo o que ele falou.

- Sobre o quê?

- Peço-lhe que não me interrompa. Isso é muito difícil pra mim. Mas preciso da sua ajuda. Não tenho mais em quem confiar.

O rapaz se acomodou no sofá. Dário Veiga, então começou:

- Há uns dezesseis anos mais ou menos, chegou ao museu um jovem casal. Jamais conheci alguém que entendesse tanto de arte como aqueles dois, eles foram o meu braço direito.

- Eu sei. A Zilda, e o marido Nivaldo.

- Eu disse que não quero ser interrompido!

- Desculpe. É que me lembro bem deles.

O professor continuou:

- Zilda era maravilhosa em tudo que fazia. Aquele jeito de menina aos poucos foi me conquistando. Quando percebi, já estava apaixonado por uma moça bem mais jovem do que eu e casada. A gente não escolhe filho. Simplesmente acontece. É claro que meu casamento já não ia muito bem, então um dia surpreendi a Zilda e pedi para que largasse o marido. É claro que com uma filha pequena e o amor tão grande que ela sentia pelo marido, meu pedido nunca foi aceito. Muitas vezes ela quis pedir demissão. O marido nunca desconfiou de nada. Era um bom homem. Apesar de ele ter a mulher que eu amava, eu gostava muito dele. Era como se fosse um filho. Sentia-me muito mal por amar a mulher dele. Pensava todos os dias o que eu poderia fazer para provar o meu amor por ela. Então, no dia da exposição,  resolvi presenteá-la. Dei a ela uma corrente de ouro, com um pingente com pequenas pedras de diamantes. Mas ela se foi, nesse mesmo dia.

- Não acredito! É difícil de acreditar... O senhor acha que... Essa corrente?  Essa corrente vale muito dinheiro? Que tamanho são essas pedras? Daria para o senhor começar uma nova vida! Onde está a  corrente?

- Júnior, Júnior, Júnior! Não me crave de perguntas, pois não tenho respostas para todas elas.

- Quando Zilda morreu... Pai tente se lembrar. O senhor foi ao enterro? Alguém estava com a corrente?

- Como posso saber. Naquele momento, eu só pensava nela e na tristeza que eu estava sentindo. Eu queria estar no lugar dela. Deixou uma filha tão pequena. Nunca mais vi aquela criança.

- Precisamos encontrá-la. É uma chance que o senhor tem de começar de novo.

- Dário, deixe a menina em paz. Chamei você aqui por outro motivo.

- Não estou entendendo pai.

- Você já vai entender. Essa chave. Abre um cofre na Suíça.

O filho sentou, e ficou extasiado olhando para o pai. Este continuou:

- Os diamantes na chave formam os números do cofre.

- O- que- tem – nesse- cofre?

- Uma pasta. Com um Ticiano Vecello.

- Qual delas?

- Madalena Penitente. Tenho uma foto no meu catálogo.

Enquanto o pai levantou-se e foi pegar na escrivaninha do escritório, o catálogo, o filho não sabia se sentava, se ficava em pé; estava totalmente inquieto, sem saber o que fazer.

- Olhe! Veja você mesmo.

- Não posso acreditar! É a solução dos nossos problemas!

- Como a solução dos nossos problemas? Não vê que não temos a chave?

- Mas a conta no banco é sua. O cofre é seu.

Com as mãos na cabeça o pai tenta explicar ao filho:

- Junior. Sente-se aqui. Vamos ter que fazer uma cópia.

- Da chave?

Mais uma vez as mãos foram até os cabelos brancos do professor.

- Da Madalena Penitente!

- Não. Não. Não, não. Pai! Isso é crime.
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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Os sonhos de Nízia nas escolas.

Você que é coordenador(a) de escola, indique o livro Os sonhos de Nízia para seus alunos.
Eles farão um ótimo trabalho multidisciplinar. Lendo este livro os alunos poderão discutir vários assuntos, ao mesmo tempo como: Arte, política, cidadania, bulling, Ciência tornando as aulas mais agradáveis e produtivas. Só lendo mesmo para comprovar.
Algumas escolas já adotaram. Você não pode ficar de fora.
Encomende o seu pelo site www.livrariacultura.com.br e também nas lojas Livraria Cultura em todo o Brasil. Aqui também você pode encomendar.
Não perca mais tempo!