segunda-feira, 27 de junho de 2011

Sem título

Hoje é uma segunda-feira de junho, chuvosa.
Dá uma vontade de ficar na cama e não fazer nada, mas resolvi cuidar da vida.
As coisas não acontecem se nos acomodarmos.
Nossos sonhos nem sempre são perfeitos. Quando sonhamos acordados sim, é perfeito. Imaginamos do jeitinho que queremos e tudo é maravilhoso. Só que viver de sonhos não traz resultado nenhum e quando caímos na real, vem a depressão e a tristeza por não termos almejado algo tão sonhado.
Acho que é esse tempinho que trouxe pensamentos tão profundos à minha mente inspiradora.
Preciso "correr atrás", como diz minha irmã Ana Helena.
Correr atrás para tornar os sonhos realidade. Ah! Tudo seria tão fácil se fosse como no livro: Os sonhos de Nízia. Eu estava realmente muito inspirada quando o escrevi.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Um trecho do livro

Um presente valioso
Na sala de estar do professor Dário, seu filho estava a sua espera a mais ou menos uma hora.
O pai desceu de chinelos e roupão. Era o seu traje oficial desde que soube da falência.

A empregada trouxe uma xícara de chá, e o professor sentou na poltrona francesa, cruzou as pernas e ficou a espera de uma solução que o filho pudesse lhe dar. Este começou:

- Pai. Há dias que não durmo, pensando no que fazer para recuperarmos tudo, mas não vejo solução. Daqui a uma semana, tudo irá a leilão. O senhor não tem para onde ir, a não ser para minha casa, onde será muito bem recebido.

- Preciso falar com você. – Disse o pai alheio a tudo o que ele falou.

- Sobre o quê?

- Peço-lhe que não me interrompa. Isso é muito difícil pra mim. Mas preciso da sua ajuda. Não tenho mais em quem confiar.

O rapaz se acomodou no sofá. Dário Veiga, então começou:

- Há uns dezesseis anos mais ou menos, chegou ao museu um jovem casal. Jamais conheci alguém que entendesse tanto de arte como aqueles dois, eles foram o meu braço direito.

- Eu sei. A Zilda, e o marido Nivaldo.

- Eu disse que não quero ser interrompido!

- Desculpe. É que me lembro bem deles.

O professor continuou:

- Zilda era maravilhosa em tudo que fazia. Aquele jeito de menina aos poucos foi me conquistando. Quando percebi, já estava apaixonado por uma moça bem mais jovem do que eu e casada. A gente não escolhe filho. Simplesmente acontece. É claro que meu casamento já não ia muito bem, então um dia surpreendi a Zilda e pedi para que largasse o marido. É claro que com uma filha pequena e o amor tão grande que ela sentia pelo marido, meu pedido nunca foi aceito. Muitas vezes ela quis pedir demissão. O marido nunca desconfiou de nada. Era um bom homem. Apesar de ele ter a mulher que eu amava, eu gostava muito dele. Era como se fosse um filho. Sentia-me muito mal por amar a mulher dele. Pensava todos os dias o que eu poderia fazer para provar o meu amor por ela. Então, no dia da exposição,  resolvi presenteá-la. Dei a ela uma corrente de ouro, com um pingente com pequenas pedras de diamantes. Mas ela se foi, nesse mesmo dia.

- Não acredito! É difícil de acreditar... O senhor acha que... Essa corrente?  Essa corrente vale muito dinheiro? Que tamanho são essas pedras? Daria para o senhor começar uma nova vida! Onde está a  corrente?

- Júnior, Júnior, Júnior! Não me crave de perguntas, pois não tenho respostas para todas elas.

- Quando Zilda morreu... Pai tente se lembrar. O senhor foi ao enterro? Alguém estava com a corrente?

- Como posso saber. Naquele momento, eu só pensava nela e na tristeza que eu estava sentindo. Eu queria estar no lugar dela. Deixou uma filha tão pequena. Nunca mais vi aquela criança.

- Precisamos encontrá-la. É uma chance que o senhor tem de começar de novo.

- Dário, deixe a menina em paz. Chamei você aqui por outro motivo.

- Não estou entendendo pai.

- Você já vai entender. Essa chave. Abre um cofre na Suíça.

O filho sentou, e ficou extasiado olhando para o pai. Este continuou:

- Os diamantes na chave formam os números do cofre.

- O- que- tem – nesse- cofre?

- Uma pasta. Com um Ticiano Vecello.

- Qual delas?

- Madalena Penitente. Tenho uma foto no meu catálogo.

Enquanto o pai levantou-se e foi pegar na escrivaninha do escritório, o catálogo, o filho não sabia se sentava, se ficava em pé; estava totalmente inquieto, sem saber o que fazer.

- Olhe! Veja você mesmo.

- Não posso acreditar! É a solução dos nossos problemas!

- Como a solução dos nossos problemas? Não vê que não temos a chave?

- Mas a conta no banco é sua. O cofre é seu.

Com as mãos na cabeça o pai tenta explicar ao filho:

- Junior. Sente-se aqui. Vamos ter que fazer uma cópia.

- Da chave?

Mais uma vez as mãos foram até os cabelos brancos do professor.

- Da Madalena Penitente!

- Não. Não. Não, não. Pai! Isso é crime.
 SE QUISER SABER MAIS, É SÓ CLICAR AÍ DO LADO E COMPRAR O LIVRO: BIBLIOTECA24X7 OU LIVRARIA CULTURA. E BOA LEITURA.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Os sonhos de Nízia nas escolas.

Você que é coordenador(a) de escola, indique o livro Os sonhos de Nízia para seus alunos.
Eles farão um ótimo trabalho multidisciplinar. Lendo este livro os alunos poderão discutir vários assuntos, ao mesmo tempo como: Arte, política, cidadania, bulling, Ciência tornando as aulas mais agradáveis e produtivas. Só lendo mesmo para comprovar.
Algumas escolas já adotaram. Você não pode ficar de fora.
Encomende o seu pelo site www.livrariacultura.com.br e também nas lojas Livraria Cultura em todo o Brasil. Aqui também você pode encomendar.
Não perca mais tempo!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Chegando a hora

 Os sonhos de Nízia é um livro de muita emoção e aventura. Você vai se envolver numa viagem de mistério e grandes descobertas. Se você acha que o sonho acaba quando acordamos está totalmente enganado (a). Dia 08/abril/2011 Buriti shopping Guará na Nobel livraria noite de autógrafos. Você não pode perder.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

adolescente @help.com

Se vc é adolescente, vai uma dica imperdível Adolescente@help.com @ escritorajane. É barato. Deixe um comentário no blog e vc terá o seu.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Caindo na real

Dizem que o blog é um diário virtual.
Quando era adolescente, escrevia assiduamente no meu diário. Caneta ou lápis em punho e o bom e fiel companheiro todo enfeitado e etiquetado pronto para qualquer parada.
Hoje é um pouco complicado, pois com vários afazeres é difícil ter um tempinho para o diário virtual (blog), Twitter, facebook, orkut, msn e outros.... Mas eu tento estar antenada.
Nada que faço é por acaso. Quando resolvi que começaria a escrever sabia que não ia ser fácil, mas foi maravilhoso voltar a escrever. viver no mundo da imaginação, até mesmo contar coisas reais. Abri-me para um nova vida. Isso fez-me muito bem e estou cada dia melhor.
As dificuldades para um escritor são muitas. Se para WalcirC arrasco é difícil ser escritor no Brasil, imagine para Rafael_Sales, Sergio Carmach e Jane Alves; simples mortais tentando um lugarzinho ao sol como escritores. Merecemos! Merecemos sim! Tivemos uma idéia, escrevemos, erramos, corrigimos, lutamos, recebemos vários nãos e aqui estamos. Sobrevivendo a cada dia, tentando esse tão sonhado lugar ao sol.
Desculpem-me, mas acordei hoje e achei que era isso que eu deveria escrever no blog, no twitter, no facebook, enfim, colocar no ar meus pensamentos. Não faço isso só por mim e sim pelos tantos outros que lutam pela Arte em geral nesse país com pouca cultura.
Amigos leitores e companheiros escritores, não desanimem. Vamos continuar lutando pela Arte, Cultura e em especial leitura nesse país. Quem sabe daqui a dez anos nosso pensamento será outro.
Tenham um bom dia. A semana só está começando. Força para todos!! Deus nos abençoe!!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Achei essa Crônica maravilhosa leiam. Quem ama a Arte não pode deixar de ler.

 É O AMOR - por Ricardo Kelmer        
       Como sou besta para chorar, é claro que ensopei a manga da camisa vendo 2 Filhos de Francisco (direção de Breno Silveira). Sempre me tocam histórias de superação, isso de lutar por um sonho. Não sou fã de música romaneja mas é comovente assistir, passo a passo, a trajetória do artista que apesar das dificuldades não desiste de sua arte. Mas aí a pulga me coça a orelha: e os outros zezés e lucianos por aí?

       A dupla do filme conseguiu chegar lá. Antes passaram muita necessidade, engraxando sapato, vendo a mãe chorar porque não tinha comida em casa, perderam um irmão. Palmas, eles merecem. Mas, que diacho, eu não consigo deixar de pensar nos outros. Poizé, todo mundo saindo do cinema cantando feliz e eu, o estraga-prazer, pensando naqueles que lutaram tanto ou até mais e, no entanto, não chegaram lá. E aí?

       E aí o quê, é isso mesmo, é a vida, uns chegam e outros não. É, você tem razão, se todos chegassem não caberiam todos no palco. É necessário que a maioria não chegue para que alguns possam chegar. Cruel matemática a do sucesso artístico. Então a vida é injusta? É assim que ela trata seus artistas, aqueles que têm a sagrada missão de divertir e emocionar o povo? O que afinal está errado com a arte? Por que para a grande maioria a arte é um sonho que nasce colorido mas aos poucos se transforma em pesadelo e faz da vida um trágico erro de percurso?

       Tenho um palpite. Ele é fruto de tudo que aprendi em minha própria vida, buscando ser escritor num país de não-leitores. Não existe fracasso na arte. Porque a arte, por si só, é a eterna celebração da vida. Aqueles que a vida escolhe para serem artistas têm a missão de fazer arte e pronto. Se conseguirão se sustentar com ela, isso é outra coisa, a arte em si nada tem a ver com isso, não lhe peçam o que não é de sua competência. A maioria dos artistas, de fato, não consegue se sustentar e desiste. Os que conseguem, a maioria abre concessões em seus ideais e assina algum tipo de acordo com a indústria de consumo rápido. Uma parte prossegue a duras penas, sempre maldizendo o sistema e envolta em amargura.

       Mas há aqueles que, mesmo com reconhecimento curto e dinheirinho minguado, continuam com sua arte, são felizes e não abrem mão dela - porque não saberiam viver longe de seu grande amor. Jamais terão sua história contada no cinema mas ela, certamente, é a melhor de todas as histórias. Esses encarnam o verdadeiro espírito artístico: fazer arte pela arte. Esses deram a volta completa na roda da experiência e chegaram. Não ao estrelato, ao panteão luminoso das celebridades - chegaram ao ponto mágico de compreensão onde vida e arte se tornam uma coisa só e o dinheiro e a fama não são mais importantes do que continuar fazendo arte, continuar fazendo, continuar.

       Esta crônica é uma homenagem aos que chegaram. Mas é uma homenagem ainda maior aos que chegaram ou chegarão à mais profunda verdade artística, aquela que diz que no final da jornada, lá onde paramos para enxugar o último suor de tantas labutas, nós olhamos para trás e vemos toda a estrada que percorremos. Veja, lá estamos nós, dia após dia, no ônibus, a pé, sacoleiros da esperança a carregar os sonhos de um lado para outro, vendo muitos morrer pelo caminho, arrastando os que sobram, sempre visualizando lá na frente um horizonte de recompensas - horizonte que sempre se revela apenas mais uma estação na difícil viagem.

       Nós olhamos para trás e entendemos que, apesar de tudo, valeu a pena sim, que mesmo devendo o aluguel, não devemos a alma. Que mesmo sem saber como seria o dia seguinte, nós cumprimos nosso destino. Por amor à arte. Que no fundo é o mesmo amor à vida.
É o amor.